terça-feira, 8 de março de 2011

Venta vento

o que dói mais.
é o vento batendo na pele
lembrando que há vida
e que existe um corte também.
O vento é na verdade um grande tapa
Na face e no coração.
Por mais que vá, volta. Refresca e seca.
O vento venta e faz girar
Aquilo que está vivo somente na mente.
O vento (sim) machuca.
E a venda o vento que abre a fenda de capim.

Por Bia Mendes

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

E não é só no Brasil

E quando pensamos que somente o jornalismo brasileiro que aos poucos vai se encaminhando para o buraco, vem uma dessas.

A mídia (não sei afirmar se felizmente ou infelizmente) é o que a população utiliza para se informar e saber o que acontece além das quatro paredes de casa. Mas como é que a população pode ser bem informada, se a informação nem mais verídica é (se é que sempre foi)?

É o abismo da ética jornalística.

Mais detalhes em:
http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?op2=&op3=&editoria=8&idnot=57531

Chove, Chuva!

Pernas para o ar, não consigo parar o pensamento.
Até tentei essa tal de concentração, limpar a mente...
Isso é mito pra mim, nunca soube o que é passar 5 minutos sem pensar em algo.

A cabeça em turbilhão, mas fico de olhos fechados pra concentrar, então, no que já tô pensando.
Se eu abrir os olhos, esquece, os elementos do meu quarto vão me mandar pensar noutra coisa.

A chuva aqui paresse um chiado, porque é de telha, e eu agradeço por ser assim.
Nada mais gostoso que ouvir a chuva caindo!
Na verdade eu gosto de sentí-la caindo, molhando a cabeça, umedecendo a roupa aos poucos.

Ela limpa o que tá embaixo, 
não entendo como as pessoas odeiam tanto a chuva.

Pensa, pensa, pensa, 
Gostaria de estar agora dentro do ônibus, vendo a chuva, a cabeça no vidro, observando as coisas passarem. Mas tinha que estar sentada de costas para o motorista,
Assim eu tenho a impressão de que as coisas que passam, e não eu.

Por Bia Mendes.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Pior que to aqui.

E então, estar estamos, mas onde?

Sei que estou em casa, zona sul de São Paulo, estado de São Paulo, região sudeste do Brasil, no território brasileiro, continente americano, planeta Terra, universo.
Cheguei onde queria. Que limite tem o universo? O que existe além dele? e se não existir nada, como funciona, como é que é?

Ninguém jamais soube me dizer.

Desde pequenos (levando em consideração a maioria), aprendemos que Deus fez tudo, tudinho. E até então estamos bem. Daí chega a idade escolar, e em pouco tempo o contato com a ciência que tudo explica (ou ao menos tenta), implanta nas mentes das pessoas novas e incômodas perspectivas.
Mas, a religião já explicava tudo, até mesmo os fenômenos da natureza...É aí que nasce a confusão e o clássico: acredite se quiser.

Fica por tua conta, sério...Ninguém tem uma resposta concreta mesmo.
Nesse meio tempo, muitos pensadores criam teorias mirabolantes, para tentar saber ou mostrar que sabe do que tá falando.

A verdade é que ninguém sabe nada.

Depois de tudo isto, se você tentar entender alguma coisa, é capaz que enlouqueça. Tantas profecias, pesquisas, cada qual com a sua verdade, tese, contradição.

Eu mantenho minha posição neutra, pois tudo isto não passa da necessidade humana de explicar minuciosamente tudo, todos, isto, estes.

Estamos vivos, sim, e de que importa se foi pelo Big Bang ou por decreto divino?

Se a preocupação com a própria existência, com o coletivo e convivência fossem maiores que essa preocupação com a explicação da criação, o mundo certamente seria muito melhor.


Por Bia Mendes.